Por muito tempo em minha vida fiquei á procura de um local onde teria condições de desempenhar um bom trabalho profissional e depois de muitos encontros e desencontros e parei onde estou e isso já faz 15 anos, isso mesmo 15 anos. O presidente era o Itamar Franco que assumiu depois do impeachment de Fernando Collor de Melo (- foto agência Globo- aquele que chamou nossos carros de verdadeiras carroças), os técnicos da seleção brasileira não queriam de forma alguma convocar o Romário pra seleção, mas por ironia do destino
foi “ele”(foto) um dos responsáveis pela conquista do Tetra.
Hoje percebo que muitas pessoas que conheci no trabalho foram seguindo seus destinos e como “um filho na manjedoura” fui me aconchegando e tendo meu trabalho reconhecido. O tempo passou, a geração é outra na direção e a internet é uma realidade no dia-a-dia. Ficaram para trás os recortes de jornais para se noticiar algo no rádio, os velhos gravadores de rolo e as dificuldades para se fazer uma notícia de imediato. Certa vez um amigo me disse: “... não fique se segurando no passado, pois alguém pega seu presente e tira o seu futuro...” isso me fez procurar sempre melhorar como profissional e principalmente me esforçar em ser bem melhor como ser humano. Se aqui cheguei foi com humildade, honestidade e por competência em acompanhar a evolução do rádio, que antes se precisava de voz forte, grave e entonação que fazia tremer os estúdios, não que não seja mais necessário, apenas não é somente isso que faz a diferença, hoje se quer mais carisma que tom de voz no ar. Nascido e criado em Brasília me vejo desprovido de sotaques, por mais que meus amigos de outros estados insistem em dizer o contrário, e claro muito me beneficia na locução, mas noto que alguns insistem em “imitar” sotaques o que fica muito “fake”, pois em alguns momentos e principalmente na hora do aperto “ele” não vem, e aí... Bummmmm a casa caiu. 

Enfim 15 anos se passaram e estou aqui, feliz? Claro, muito feliz e vivo para continuar mais 15, 30, 45... Deus me permita continuar fazendo o que gosto que é trabalhar em rádio. Será que é mesmo trabalho? Segundo Freud: “... quando escolher uma profissão, escolha uma que lhe dê prazer e nunca terás trabalho...”
Então... Com tanto prazer, sou um grande felizardo em ser pago para fazer o que mais amo fazer. Ah! O Romário faz propaganda do novo estádio do Gama e lamenta por ter parado de jogar e não poder desfrutá-lo como jogador. Minha vida se mistura com o meu trabalho e daqueles que aqui comigo começaram, tenho saudades, mas a VIDA CONTINUA e vou seguindo o exemplo de Charles Chaplin: “Não faças do amanhã o sinónimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram. Olhes para trás … mas vá em frente pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te.” BeijuDuBawer!!!

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